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Santiago Compostela - Caminho Primitivo [ 2017 ]

O Caminho Primitivo da peregrinação a Compostela foi o utilizado pelos primeiros devotos, chegados do nacente reino asturiano. Trata-se do primeiro itinerário jacobeu, de aí a sua actual denominação.
Esta rota teve na cidade de Oviedo o seu principal ponto de origem, mas foi seguido também por peregrinos de outras partes do norte da Espanha e da Europa.

O nosso Caminho Primitivo teve início em Tineo, para os três foi mais um Santiago de Compostela.
Os três aventureiros deste ano foram Cristiano Carvalho (4 Compostela), Ismael Martins (3 Compostelas) e José Ribeiral (3 Compostelas).
A Compostela é um documento, outorgado pelas autoridades eclesiásticas, que certifica ter completado pelo menos 100 quilómetros a pé ou a cavalo (200 se em bicicleta) do Caminho de Santiago.
É emitida a Compostela a todos os peregrinos que, mediante a Credencial do Caminho devidamente selada, demonstrem a sua passagem ordenada.

Dia 1
Pernoitamos na vespera em Tineo no Albergue Palácio de Meras. Por volta das 8:00h na manhã seguinte demos inicio ao raide e logo a subir em direção a Villaluz foram 10Km. Deparamo-nos com bons trilhos, zonas de pasto e paisagens em altura espetaculares, verde a perder de vista nuvens baixas e “alguma humidade”.
O percurso continuou em direção a La Mortera +10km, aqui demos início a uma etapa de 6Km a subir até ao Pico Caborno com passagem pelas ruinas do Hospital de Fonfaraón a 1200mt de altura em plena serra longe de tudo. Apenas um trilho liga estas ruinas entre as pequenas povoações mais próximas, são 17Km entre La Mortera e Lago.
O dia continuou com muitos trilhos e pequenos estradões com passagens em alcatrão apenas nas localidades de Berducedo, La Mesa e Buspol. Aqui deu-se início a uma descida daquelas que coloca os discos incandescentes até à Barragem Grandas de Salime. Foi também em Grandas de Salime que terminamos o dia após 61Km e mais de 2100mt de altimetria.

Dia 2
No dia dois o mais longo, 80Km e 1960mt de altimetria, com muita serra pela frente. Continuamos com o registo do dia anterior muitos trilhos e pequenos estradões, passagem por muitas localidades, Fonsagrada, Cádavo, Castro Verde etc. Algumas destas localidades têm apenas meia dúzia de habitações, mas foi um dia em que estivemos mais perto da civilização.
Terminamos em Lugo uma cidade com alguma dimensão mas um dia complicado para arranjar um local “barato” para pernoitar.

Dia 3
Para o terceiro dia tivemos 63Km com com 1170mt de altimetria entre Lugo e Arzuá.
Com saída de Lugo por volta das 8:00h rumámos a Melide, as povoações passam a estar mais perto umas das outras e vê-se cada vez mais peregrinos. Continuamos rumo a Boente, Rio e muitas outras que se vão cruzando no caminho e por fim Arzuá. Os caminhos passam a estar mais perto das estradas nacionais e das localidades.

Dia 4
A etapa final, grande parte deste ultimo dia já é nosso conhecido pois faz parte do Caminho Francês que efetuamos em 2008. De Arzuá a Santiago de Compostela são apenas 38Km com uma altimetria de 650met, o dia foi relativamente facil e passamos a ter a companhia de muitas centenas de peregrinos.
De Arzuá rumamos a Pregontoño, Outeiro, Pedrouzo, contorna-se a zona norte do Aeroporto de Santiago e começa a ver-se “luz ao fundo do túnel”, estamos achegar.
Antes da entrada em Santiago passamos pelo monumento Monte do Gozo local de paragem de centenas de peregrinos antes de entrar em Santiago.
A partir daqui a entrada faz-se pelo viaduto AP-9 percorrendo a Rua San Lázaro, passando pelas ruas Concheiros, San Pedro, Casas Reais, Acibechería e damos connosco no Largo da Catedral de Santiago de Compostela.
A chegamos ao fim de mais 4 dias espetaculares de BTT. Tiram-se as fotos da praxe e procura-se pelo nº 33 da Rua das Carretas para receber a Compostela o que no nosso caso se não pernoitasse-mos em Santiago seria difícil, pois tivemos de a levantar na manhã seguinte devido ao elevado nº de peregrinos e ao facto de este ano ser também entregue um Certificado de Participação. Algo novo para nós e que deve dar alguns milhares de euros extra mas quem é que não gosta de uma boa recordação.

A título de conclusão fica mais uma Compostela para os 3 aventureiros do pedal e mais uns dias espetaculares de BTT para recordar mais tarde. Para o ano ainda nada se decidiu espero que continuem estas etapas de BTT anuais e de preferência com mais amigos do pedal.
Por fim agradecimentos ao José Ribeiral que disponibilizou o carro e ao Jacinto Carvalho que mais uma vez fez o favor de transportar todo a material pesado entre as pernoitas e fornecer os abastecimentos por vezes bem difíceis de localizar.

Saudações BTTistas
Cristiano Carvalho

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